Quem me segue no twitter sabe que ultimamente eu tenho estado meio reclamona, de mal com a vida. Pois bem…
Ontem foi um dia especialmente bisonho. Pra quem não sabe, eu estou desempregada, mas consegui um “bico” por 15 dias. Basicamente fico fazendo nada das 8h as 17h30.
Acordei com um sensação estranha, uma ansiedade, nervosismo, dor de barrigasei lá. ME-DO. Fui pro trampo. Logo cedo uma coisa me chateou, mas chateou federal. Uma coisa que já não é a primeira vez que acontece. Mas enfim, não vale nem a pena comentar sobre. Passei a tarde toda deprê.
Quando cheguei em casa fui direto pra cama. “Tirar uma soneca vai me desestressar“, pensei. Quando acordei, foi como um estalo, um choque, um sei-lá-o-que que me aconteceu. De repente me lembrei de quando fiquei doente e depressiva pelo término do meu primeiro namoro. Não que esse seja o motivo atual, mas foram duas semanas terríveis, e que eu não deixaria que acontecessem de novo. Lembrei-me também de como me levantei, me reergui. Eu queria, eu tinha, eu devia, eu me-re-cia ser feliz. E ainda mereço. Não, eu não me acho a última bolacha do pacote. Eu simplesmente acho que todo mundo merece um sorriso na boca todos os dias.
Ontem ao acordar eu me mandei tomar vergonha na cara e parar de ser ridícula. Tomei um banho, me arrumei e fui feliz pra faculdade. Feliz mesmo, não era forçado. Eu estava animada. Fez um mês que completei 21 anos, sou novíssima, tenho mais é que me alegrar!
Cheguei na sala e foi unânime: “nossa, vivi! como você tá animadinha… o quê que aconteceu?” e “olha só a vivi sorridente aí!”.
Ri muito na aula. Desabafei com a Paula, fiz comentários com a Livia, ouvi os bafos da Ana Julia, cutuquei o Hygor, etc e tal. Finalmente eu e as meninas decidimos o tema do trabalho. Foi massa demais.
No intervalo, simbora herbiar! Fomos ao Herbie, sentamos nós – as meninas – com o Léo- nosso veterano. Altas gargalhadas! Foi muito divertido, e fazia um tempo que não me sentia assim. Pedi uma porção de bata-frita e coca-cola, e mandei ver. Voltamos pra aula. Ainda causamos um monte e fomos embora cheias de idéias para o trabalho daquela matéria.
Cheguei em casa feliz da vida. Deitei cedo, afinal ninguém é de ferro. Mas logo depois me liga um querido amigo, com quem não falava ha eras. Uma delícia! Papeamos um pouco e combinamos de nos falar hoje. Adoro quando isso acontece!
Dormi. Bem. Feliz. Sonhei. Sem stress, nem tensão. Acordei e ainda estou no pique. Morrendo de voltade de dançar, pular, cantar… Ai vida!
Eu sei que você, leitor (des)ocupado, deve estar se perguntando “WTFmas o quê eu tenho a ver com isso?”. Calma, vou chegar lá!
Isso tudo me fez pensar sobre muita coisa. Preciso enfiar algumas na minha cabeça.
Certa vez perguntei a uma conhecida o que mais a irritava. Ela respondeu: “Eu odeio ver as pessoas felizes quando meu mundinho não tá legal“. Acho que nunca ouvi algo tão egoísta na minha vida. Infelizmente tenho lidado com muitas pessoas assim…
Mas estou aprendendo a pensar em mim, não no sentido egoísta, mas no sentido ‘presta atenção pra não se ferrar’.

Tem certas coisas que NÃO me dizem respeito e com as quais eu NÃO tenho que me preocupar. Existem certos mal-tratos que eu não preciso aguentar. A vida é minha, quem cuida dela sou eu, consequentimente quem vai se ferrar ou se dar bem com as escolhas sou eu. Se alguém não consegue se colocar no meu lugar, perceber e respeitar algo que é importante pra mim, eu é que tenho que acordar e parar de dar moral pra esse alguém. Se eu sou trouxa de me importar demais com alguém, ajudar, dar o ombro e depois levar coice sem falar nada… eu preciso que você, caro leitor, me mande pra um lugar bem feio pra ver se eu me toco. Se eu tenho sonhos, planos e alguém simplesmente me diz que não são possíveis, eu dou risada e saio andando.
Olhar para o problema, para a situação e dizer “cara, eu não preciso disso.”. Seguir em frente e a vida que corra atrás de mim, porque parada eu não vou ficar. Eu quero mais é ser feliz!
Eu vou olhar nos olhos do desafio e enfrentá-lo. Eu vou pisar no medo. Eu vou correr atrás do que eu quero. Eu vou me jogar no desconhecido e estampar um sorriso no meu prórpio rosto.
Quero fazer os outros felizes também? Óbvio. Mas se eu não for, como passar adiante?
Eu sei que a felicidade plena é algo inalcançável. Se não fosse, chegaria um dia em que todos seríamos plenamente felizes e não teríamos mais o que fazer. Pá-pum. Mas a cada dia que a perseguimos, nos tornamos um pouquinho mais realizados. E é disso que eu falo.
Muitas coisas me fazem feliz, e é atras delas que eu vou agora.
“De ontem em diante, serei o que sou no instante agora” – O Teatro Mágico
E você, leitor?O que te faz feliz?
Beijospensecomigo ;*